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	<title>Blu Rei &#187; DTS</title>
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	<description>Tudo sobre Blu-Ray e alta definição no Brasil</description>
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		<title>O que é o Blu-Ray?</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 14:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Blu-Ray, ao contrário do que muitos pensam, não é um formato de video. É simplesmente um disco óptico de grande capacidade de armazenamento. É, portanto, o veículo pelo qual o filme de alta definição é armazenado e, depois, reproduzido nos aparelhos domésticos com ele compatível.

Para exemplificar, vamos analisar duas mídias mais conhecidas.
O CD (Compact [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-288" title="blu_ray_logo" src="http://www.blu-rei.com.br/brweblog/wp-content/uploads/2009/07/blu_ray_logo.png" alt="blu_ray_logo" width="80" height="42" />O Blu-Ray, ao contrário do que muitos pensam, não é um formato de video. É simplesmente um disco óptico de grande capacidade de armazenamento. É, portanto, o veículo pelo qual o filme de alta definição é armazenado e, depois, reproduzido nos aparelhos domésticos com ele compatível.</p>
<p><span id="more-285"></span></p>
<p>Para exemplificar, vamos analisar duas mídias mais conhecidas.</p>
<p>O <strong>CD</strong> (Compact Disc), utilizado em larga escala no mercado para distribuição de músicas e softwares de informática, tem capacidade para até 700mb (megabytes), o que comporta até 70 minutos de áudio no formato padrão de CD.</p>
<p>O <strong>DVD</strong> (Digital Versatile Disc), utilizado para distribuição de filmes e, também, para softwares de informática mais pesados, tem capacidade máxima de 9,4GB (gigabytes), o que corresponde a 13 vezes a capacidade de armazenamento do CD.</p>
<p>Já o Blu-Ray tem capacidade para 50GB (gigabytes), o que corresponde a 5 vezes a capacidade do DVD. O disco consegue atingir essa enorme capacidade pois sua leitura é feita através de um laser azul, muito mais preciso do que o laser vermelho utilizado para leitura de CDs e DVDs. Aliás, o nome “Blu-Ray” nasceu justamente do lazer azul; sua tradução literal é “raio azul”.</p>
<p><strong>FORMATO DE VIDEO</strong></p>
<p>O DVD, lançado no mercado internacional em 1997, foi o maior sucesso na distribuição de home video. A versatilidade do disco, igual ao CD, e excelente capacidade de video e áudio desbancaram rapidamente o VHS, média distribuída em tape, com qualidade (hoje) medíocre de video e áudio, e baixa durabilidade.</p>
<p>O DVD suporta a resolução máxima de 720 linhas horizontais e 480 linhas verticais (720&#215;480, mais utilizado como 480p, termo esse que será utilizado neste texto). O áudio pode ser no formato Dolby Digital ou DTS, em até 6 canais independentes. Em suma, o DVD proporciona excelente imagem e som.</p>
<p>Mesmo com esse padrão de excelência, é possível melhorar?<br />
A resposta é sim, através do Blu-Ray.</p>
<p>O DVD, embora ótimo, é uma tecnologia com 12 anos de idade. Muito se aprimorou nos últimos anos com relação à qualidade da imagem das TVs, principalmente com o advento da Alta Definição (High Definition), que suportam resolução de 1280&#215;720 (720p) e, até mesmo, 1920&#215;1080 (1080p); esta última denominada “Full HD”.</p>
<p>Com a imagem cristalina das TVs atuais (desde que nos padrões acima), a idade do DVD começa a aparecer. Resolução baixa (para esse padrão de TV), cores fracas e pouco fiéis, pouca nitidez, artefatos digitais (aqueles bloquinhos que compõem a imagem) etc.</p>
<p>O Blu-Ray, por seu turno, comporta video de Alta Definição, que aproveita ao máximo as TVs com ele compatíveis, principalmente as Full-HD com 1080p.</p>
<p>A diferença de qualidade, embora não tão evidente quando à comparação entre DVD e VHS, é considerável.</p>
<p>O Blu-Ray, ao contrário do DVD, permite que o filme seja a mais próxima réplica da película original. Nitidez, profundidade, textura e fidelidade de cores são os pontos altos dessa tecnologia. O DVD tem ótima resolução de imagem, mas peca nos quesitos acima. Por melhor que o DVD seja, a experiência fica aquém da exibida no cinema (não pelo tamanho da tela, óbvio; mas pela representação fiel do que se viu no cinema).</p>
<p>Como dito acima, o nome Blu-Ray identifica a mídia, não o formato de vídeo. Para compreender este último, a análise passa a ser mais técnica, o que não é do intuito deste texto introdutório. Nada obstante, para ajudar aqueles que pretendem uma pesquisa aprofundada pela internet, o formato de vídeo do Blu-Ray é hoje proporcionado por 3 codecs (tecnologia de compressão de vídeo): <strong>Mpeg-2</strong>, <strong>VC-1</strong> e <strong>AVC</strong>. Os últimos dois são os mais comuns. A questão não é pacífica entre os debates de qual o formato é o melhor, mas há quem diga com propriedade que o <strong>AVC</strong> (utilizado pela Sony, Disney dentre outras) oferece qualidade marginalmente superior ao <strong>VC-1</strong> (utilizado pela Warner e pela Paramount). Ao final, o que é importante deixar claro é que todos esses formatos oferecem imagem de alta definição, de 1920&#215;1080 linhas progressivas, ou simplesmente 1080p.</p>
<p>Em resumo:</p>
<p><strong>Mpeg-2</strong> &#8211; é o mesmo codec utilizado pelos DVDs, mas com a vantagem de operar com níveis de compressão bem mais baixos e com melhorias de definição, em função da maior capacidade de dados do disco Blu-Ray, onde exibe a resolução padrão de alta definição, 1080p.</p>
<p><strong>AVC</strong> &#8211; uma variante do formato de video Mpeg-4, também chamado de H.264. ACV é a abreviatura de Advanced Video Coding. É utilizado, dentre outras distribuidoras, pela Sony e Disney.</p>
<p><strong>VC-1</strong> &#8211; desenvolvido pela Microsoft, é um dos codecs para video de alta definição. É utilizado, dentre outras distribuidoras, pela Warner e Paramount.</p>
<p>A escolha do CODEC depende de vários fatores, sendo os determinantes o custo de licença e a qualidade final do video dependendo da metragem do filme. Discos Blu-Ray com video codificado em <strong>MPEG-2</strong> comportam aproximadamente duas horas de reprodução em alta definição em um disco de camada simples (25 GB). Já os codecs mais avançados, <strong>AVC</strong> e <strong>VC-1</strong>, conseguem dobrar o tempo de reprodução mantendo a mesma qualidade de imagem.</p>
<p><strong>FORMATO DE ÁUDIO</strong></p>
<p>Bom, além da imagem, como o Blu-Ray se sai com relação ao som?</p>
<p>Da mesma forma que a imagem, o Blu-Ray também comporta áudio em alta resolução, com maior fidelidade do que o áudio de CDs e DVDs. No entanto, antes de prosseguir, é importante deixar claro que, para obtenção do máximo poder de áudio que o Blu-Ray oferece, ainda é necessária a aquisição de equipamentos de som que ainda estão em altíssimo patamar de preço no mercado. Atualmente, um home-theater de boa qualidade, já compatível com DVD, já oferece uma excelente qualidade sonora para desfrutar um filme em Blu-Ray, principalmente levando-se em conta que boa parte dos consumidores moram em áreas residenciais, com médio tamanho de sala de televisão e certamente não desejam problemas com os vizinhos.</p>
<p>Bom, para entender os formatos de áudio do Blu-Ray, melhor começarmos pelos formatos do DVD, para um início de compreensão sobre esse tópico.</p>
<p>O formato mais comum de áudio nos DVDs é o <strong>Dolby Digital 5.1</strong>. É um formato de áudio digital, criado pelo Laboratório Dolby, de alta qualidade e que comporta 6 canais independentes de áudio, que serão distribuídos pelas caixas de som do Home Theater, proporcionando uma experiência tridimensional, com som sendo reproduzido a frente, às laterais e atrás do expectador. Alguns filmes também oferecem uma variante desse formato, denominado <strong>Dolby Digital EX</strong>, que oferece 7 canais de áudio.</p>
<p>Outro formato utilizado pelo DVD é o <strong>DTS</strong> que, assim como o <strong>Dolby Digital</strong>, também oferece 6 canais de áudio, mas com qualidade um pouco superior, pois utiliza maior espaço físico no disco. Também possui uma variante denominada <strong>DTS-ES</strong>, que proporciona 7 canais de áudio.</p>
<p>Já o Blu-Ray pode apresentar também esses dois formatos acima (<strong>Dolby Digital</strong> e <strong>DTS</strong>), iguais aos do DVD, como também os formatos próprios de áudio de alta resolução: <strong>Dolby TrueHD</strong>; <strong>DTS-MA</strong> e <strong>PCM 5.1</strong>.</p>
<p>Estes três formatos utilizam maior frequência e resolução sonora de áudio, com menor compressão de dados e, portanto, oferecem uma maior fidelidade do som, praticamente igual à oferecida nos cinemas, senão até mesmo melhor.</p>
<p>No entanto, como já informado, para usufruir esses formatos de áudio, são necessários equipamentos de áudio ainda pouco comuns no mercado e com preços altíssimos, que só valem a pena para verdadeiros entusiastas de home theater com alto poder aquisitivo e, mais importante, uma grande sala de televisão que comporte essa estrutura.</p>
<p>Para o público em geral, um bom home theater compatível com <strong>Dolby Digital</strong> e <strong>DTS</strong> já oferece uma excepcional qualidade de áudio, sem perda considerável na experiência sonora.</p>
<p>Vale lembrar que esses formatos são absolutamente compatíveis entre si. Para quem não tem um home theater próprio para Blu-Ray, o áudio <strong>Dolby TrueHD</strong> será convertido para <strong>Dolby Digital 5.1</strong> (igual ao DVD), assim como o <strong>DTS-MA</strong> será convertido também para <strong>DTS 5.1</strong>.</p>
<p>Em resumo:</p>
<p><strong>PCM 5.1</strong>: 5.1: suporta áudio de 24-bit em até 6 canais de áudio independentes em 96 kHz, sem compressão. A taxa de amostragem é de 6 Mbit/s para Blu-Ray.</p>
<p><strong>Dolby Digital 5.1</strong>: suporta áudio de 24-bit em até 6 canais de áudio independentes em 48 kHz, com compressão. A taxa de amostragem é de 448 Kbit/s para DVDs e 640 Kbit/s para Blu-Ray.</p>
<p><strong>Dolby Digital EX</strong>: suporta áudio de 24-bit em até 7 canais de áudio independentes em 48 kHz, com compressão. A taxa de amostragem é de 448 Kbit/s para DVDs e 640 Kbit/s para Blu-Ray.</p>
<p><strong>Dolby Digital TrueHD</strong>: suporta áudio de 24 bit em até 8 canais de áudio independentes em 96 kHz (ótima qualidade), ou até 6 canais em 192 kHz (excelente qualidade). A taxa de amostragem é de 18 Mbit/s.</p>
<p><strong>DTS 5.1</strong> &#8211; suporta áudio de 24-bit em até 6 canais de áudio independentes em 48 kHz, com compressão. A taxa de amostragem é de 1,536 kbit/s para DVD e Blu-Ray. É muito comum a taxa de amostragem ser reduzida para 768 kbit/s em DVDs, para que o disco comporte outros canais de áudio, principalmente em outros idiomas.</p>
<p><strong>DTS-ES</strong> &#8211; suporta áudio de 24-bit em até 7 canais de áudio independentes em 48 kHz, com compressão. A taxa de amostragem é de 1,536 kbit/s para DVD e Blu-Ray. É muito comum a taxa de amostragem ser reduzida para 768 kbit/s em DVDs, para que o disco comporte outros canais de áudio, principalmente em outros idiomas.</p>
<p><strong>DTS-HD Master Audio</strong>: suporta áudio de 24 bit em até 8 canais de áudio independentes em 96 kHz (ótima qualidade), ou até 2 canais em 192 kHz (excelente qualidade). A taxa de amostragem é de 24,5 Mbit/s.</p>
<p>Os discos Blu-Ray atuais estão optando pelo formato <strong>DTS-HD Master Audio</strong>, cada dia mais cumum nos lançamentos, pois oferece a melhor qualidade possível com adequada taxa de compressão, sem comprometimentos na qualidade.</p>
<p>O formato <strong>PCM-5.1</strong>, muito utilizado nos primeiros discos, praticamente deixou de ser adotado.</p>
<p><strong>OUTROS DIFERENCIAIS</strong></p>
<p>A publicidade em torno do Blu-Ray explora muito a questão da alta qualidade de imagem e som, mas não raro se esquece de outras interessantes características do formato.</p>
<p>Uma função muito bacana no Blu-Ray é a possibilidade de acessar os menus (seleção de cenas, áudio, legendas etc) sem sair do filme.</p>
<p>No DVD, o filme deve ser interrompido para acessar os menus e, não raro, não se permite o retorno de onde se parou.</p>
<p>No Blu-Ray, o menu acessível durante o filme é discreto, ocupando o campo inferior da tela e é navegável enquanto o filme é reproduzido, sem qualquer interrupção.</p>
<p>Outra função que merece destaque é o PIP, a possibilidade de apresentar simultaneamente dois conteúdos de filmes na mesma tela, um ocupando a maior parte do campo e o outro ocupando uma pequena janela. Essa função é muito útil para os extras de bastidores de filmes e comentários de vídeo com o diretor, atores etc.</p>
<p>Mas é importante frisar que essa função, hoje comum nos novos aparelhos (<strong>padrão Blu-Ray 1.1</strong>), não é diretamente compatível com os primeiros aparelhos de Blu-Ray. Estes dependem de atualização no sistema, o que é feito com cabo de rede (baixando da internet a atualização) ou através de pendrive.</p>
<p>O mesmo com relação ao mais novo padrão, <strong>Blu-Ray 2.0</strong>, que permite o acesso de conteúdo na internet. Novos documentários, entrevistas e bate-papos podem ser acessados da internet através dos disco Blu-Ray do respectivo filme. Essa função também é nova e está disponível em determinados novos aparelhos. Alguns equipamentos mais antigos dependem de atualização de sistema (internet, pendrive etc).</p>
<p>Para não provocar receio aos consumidores aderentes ao Blu-Ray, o padrão 2.0 é oficialmente considerado a versão final da tecnologia.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Embora possa se viver perfeitamente com o DVD, a tecnologia do Blu-Ray oferece, hoje, uma alternativa muito interessante, com superior qualidade de imagem e som, o que fica fantástico em uma TV de alta definição e com um bom home-theater.</p>
<p>O mercado, principalmente o internacional, busca a substituição gradual do DVD pelo Blu-Ray nos próximos anos, momento que este deixará de ser uma alternativa e se tornará padrão de consumo.</p>
<p>O sucesso depende não só da redução de preços, mas principalmente da aceitação pelos consumidores.</p>
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