Cloverfield Monstro
Cloverfield Monstro (2008)
Cloverfield
Paramount Home Entertainment
De Matt Reeves
Com Lizzy Caplan, Jessica Lucas, T.J. Miller, Michael Stahl-David
85 minutos
Vídeo: 1080p, 1.78:1
Áudio: Inglês (Dolby TrueHD 5.1 e Dolby Digital 2.0), Francês e Espanhol (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Inglês para surdos, Inglês, Francês, Espanhol e Português
Edição: Brasileira ou Americana
O Filme
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O produtor J.J. Abrams se interessou pelo conceito de um novo filme de monstro sob o pretexto de que, ao contrário do Japão, os Estados Unidos não tinham no currículo cinematográfico nenhum monstro gigante destruidor. O cinema americano precisava do seu próprio Godzilla.
Por certo que J.J. Abrams se esqueceu do King Kong, deliberadamente ou não. Mas tudo bem.
De qualquer forma, Cloverfield conseguiu esse status. É um filme de monstro muito legal e divertido. Ponto. Nada mais; nada menos.
O interessante é que a produção desse filme se manteve em absolutosegredo. Nada fora noticiado até que um trailer apareceu de surpresa, sem título. O lance foi bacana. Mostra a cabeça da Estátua da Liberdade sendo arremessada em um prédio na grande Manhanttan.
O suspense e a ansiedade cresceram até a data do lançamento. No entanto, quando o dia chegou, houve um misto de aplausos e decepções.
O filme, em sua integralidade, segue o mesmo conceito da Bruxa de Blair que, por seu turno, seguiu o mesmo conceito de um obscuro filme de terror, Cannibal Holocaust. Nos três filmes, uma fita com gravação amadora de vídeo é localizada com a filmagem dos últimos momentos de um grupo de pessoas. Os primeiros devorados por canibais; os segundos mortos pela tal bruxa; os terceiros pelo monstro.
Assim, pelos seus 85 minutos de duração (bem curto aliás), Cloverfield narra o início de uma festa entre amigos, que é interrompida pelo primeiro ataque de um monstro (que o filme não se preocupa em dizer de onde veio e para onde vai) e mostra a luta pela sobrevivência de cinco deles enquanto tentam fugir da cidade. Um deles, com a câmera digital amadora, registra todos os eventos.
Bem, as críticas negativas de muitos espectadores é que o filme é muito agitado, a câmera balança muito e causa vertigem. O estilo de documentário amador também desagradou muitas pessoas, assim como o desenvolvimento nulo dos personagens.
Não obstante as críticas negativas, posso afirmar com a mais absoluta certeza de que, nesse filme, há mais coisas entre o céu e a Terra.
De início, que tipo de desenvolvimento de personagens é esperado de um filme de curta duração que mostra a destruição em massa da Ilha de Manhattan por um gigante monstro assustador? Não é essa a meta da produção; simplesmente não há como perder tempo com algo que não interessa ao filme.
O que interessa, e nisso o filme se sai muito bem, é colocar o público no lugar das vítimas, pessoas comuns que, de uma hora para outra, se veem diante de um cenário aterrador da mais pura hecatombe.
Se fosse um filme japonês do Godzilla, seriam aquelas pessoas que correm desesperadas por suas vidas durante o ataque do monstro, enquanto berram “Olhem, é o Godzilla!!!”
E o mais legal, os personagens do filme cruzam diversas vezes com o gigantesco monstro no exato momento em que o cenário não poderia ser pior. Destruição de arranha-céus e avenidas inteiras, combates ferozes com o exército, mísseis e balas disparadas para todo lugar etc. É um verdadeiro parque temático de destruição em massa.
A primeira aparição nítida do monstro já é uma cena que merece virar destaque. Enquanto os personagens correm pela rua para chegar à entrada do metrô, enquanto tudo é destruído aos arredores, a câmera rapidamente foca o avanço do monstro, em corpo inteiro, com uma cabeça medonha e dentes afiados. A sensação é de um sonoro “p…m…!!!”.
Aliás, uma grande sacada da produção foi ter criado um monstro tão diferente, tão atípico, que ninguém consegue descrevê-lo. Pergunte para qualquer pessoa que viu o filme e peça para descrever o monstro. Ninguém consegue ao certo. O mais próximo que consigo descrever seria como uma cabeça de piranha com corpo de escorpião, mas sem o rabo, e várias patas imensas. Mas, pensando bem, não é nada disso. Melhor assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões.
Em suma, um filme rápido, empolgante, divertido e sem compromisso.
As cenas dos ataques, de tão elaboradas, podem ser consideradas icônicas, sem exageros.
Imagem
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O filme é apresentado no seu formato original, de 1.78:1, em resolução de 1080p, com imagem codificada com VC-1.
Por simular uma gravação amadora através de uma câmera digital, é extremamente difícil avaliar a qualidade da imagem. Embora sem dúvida muito melhor do que as câmeras amadoras do mercado, a imagem, propositadamente, perde o fôco em algumas cenas e não se estabiliza na correria dos personagens.
Comparando lado a lado com o DVD, não há ganho considerável na qualidade. As vantagens do Blu-Ray são: a representação fiel das áreas escuras (e tem muitas nesse filme, como no túnel do metrô); a nitidez um pouco melhor; e a maior resolução da imagem.
Som
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Quisera eu ter uma câmera amadora de video que grava áudio em Dolby TrueHD 5.1 com essa qualidade arrebatadora.
Bom, enquanto no quesito “imagem” o filme deixa a desejar, o que foi proposital para manter o tom realístico e a forma de documentário amador, o áudio, por outro lado, é destruidor.
Certamente as cenas do ataque do monstro não teriam o mesmo impacto sem o devido acompanhamento acústico.
Esse disco serve de demo para mostrar a potência do seu Home Theater. Por isso se prepare e avise os vizinhos com a necessária antecedência, pois as paredes são tremer e as janelas trincar.
O disco Blu-Ray também apresenta idioma em francês e espanhol, ambos em Dolby Digital 5.1
Não há áudio em português.
As legendas estão disponíveis em português do Brasil, inglês, inglês para surdos, francês e espanhol.
Extras
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Os extras consistem em documentários. Nada inovador, mas o conteúdo é interessante.
- Document 01.18.08: The Making of Cloverfield (30 min): narra sobre as etapas da produção do filme.
- Cloverfield Visual Effects (23 min): narra os efeitos especiais e a utilização de fundo verde onde os atores contracenam. Posteriormente o fundo verde é substituído por efeitos especiais. Boa parte da cidade decorre de efeitos especiais. Se não fosse por esse documentário, eu teria passado batido. É isso que eu justamente mais prezo em efeitos especiais, a invisibilidade, pois cria todo um ambiente que faz parte das imagens reais e a elas não se sobrepõe.
- I Saw It! It’s Alive! It’s Huge!: sobre a criação do monstro.
- Cenas deletadas: nada muito especial, mas vale uma conferida.
- Finais alternativos: também nada muito diferente do final visto no filme. Vale como curiosidade.
- Comentários em áudio do diretor Matt Reeves: aborda basicamente os aspectos técnicos do filme.
No fim das contas
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Um filme muito bacana e divertido. Não é leve, pois uma vez que o ataque começa, lá pelos 15 minutos, é um montanha russa de correria, gritaria e destruição como poucas vezes se viu no cinema. Aí reside a atração do filme para nós, cinéfilos sádicos, que se deliciam com um monstro gigante destruindo uma cidade inteira.
Para os espectadores casuais, vale pelo menos o aluguel. Para os fãs de filmes de monstro, vale a aquisição.
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Salvador, para mim o monstro lembra mais um morcego, mas sem a pele que forma a asa.
Sorry, onde se lê Salvador, leia-se Luiz Felipe.