Joana D’Arc

1 dUTC junho, 2009, por Salvador Nogueira
Nenhum Comentário - Arquivado em: Resenhas

joanadarc-capaJoana D’Arc (1999)
The Messenger: The Story of Joan of Arc
Columbia Pictures (Sony)
De Luc Besson
Com Milla Jovovich, John Malkovich, Faye Dunaway e Dustin Hoffman
158 minutos

Vídeo: 1080p, 2,40:1

Áudio: Inglês, Francês, Português (Dolby TrueHD 5.1), Espanhol e Tailandês (Dolby Digital 5.1)

Legendas: Inglês para surdos, Inglês, Francês, Português, Espanhol, Chinês simplificado, Chinês tradicional, Indonésio bahasa, Coreano, Tailandês, Holandês

Edição: Brasileira ou Americana

O filme
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Joana D’Arc é visto como uma tentativa pretensiosa — e mal-sucedida — do diretor Luc Besson de retratar a espetacular história de uma camponesa que, supostamente guiada por Deus, levou a França a vitórias espetaculares contra o exército inglês em meados do século XV. Mas eu particularmente não vejo este filme com tão maus olhos.

Uma das forças dele, para mim, é que o diretor Luc Besson consegue caminhar pela estreita linha que divide a loucura da inspiração divina, de forma que nunca sabemos se Joana (Milla Jovovich) é simplesmente uma doida varrida ou uma enviada de Deus. Algumas cenas se passam inteiramente dentro da cabeça da personagem (incluindo um stunt-casting de Dustin Hoffman como o diabo, ou algo que se aproxime) e criam uma atmosfera que não fala apenas do que acontece no mundo lá fora, mas o que se passa no mundo interno da personagem.

A fotografia do filme é irretocável, o que ajuda a suplantar com virtuosismo técnico o que em termos de narrativa a obra não conseguir atingir. Não será o melhor épico histórico que você já viu, mas também não é um filme que não vale a pena pelo menos uma conferida.

A imagem
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Infelizmente, a Sony não acertou a mão com esta transferência digital. Em várias cenas fica claro o uso excessivo de edge enhancement, que produz auras indesejadas contornando alguns objetos. Em termos de cores, até que temos uma reprodução fiel, e o contraste é excelente, com pretos fortes e bastante profundidade. E, claro, o desbunde visual proporcionado por Luc Besson ajuda.

O áudio
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Aqui a avaliação é excelente. Não só temos uma belíssima mixagem de áudio em Dolby TrueHD 5.1 para a trilha original em inglês, como também temos uma versão em português com as mesmas características, para os fãs de dublagem. Os efeitos sonoros de Joana D’Arc colocam o espectador no meio de grandes batalhas, e os canais traseiros são usados de forma efetiva para criar ambientação.

A versão em português com qualidade máxima é o tipo de detalhe que valoriza muitos dos lançamentos da Sony no Brasil, por evidenciar preocupação especial com o nosso mercado, muito embora os discos sejam fabricados no exterior e voltados para múltiplos países.

Extras
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Gostaria de comentar em detalhes os extras disponíveis nesse disco. Mas não vai dar. Isso porque não há nadica de nada. Nada mesmo. Inexplicável, sobretudo porque o DVD tinha extras já prontos, que poderiam entrar aqui numa boa, mesmo em definição standard. A Sony, bizarramente, optou por não colocar nada. Sinal de uma futura edição encapetada? Com a recepção meio sinistra que o filme teve no mundo todo, é difícil de apostar nisso. Mas vai saber…

No fim das contas
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A ausência de extras, sobretudo numa obra com tamanho cunho histórico, é imperdoável. O filme em si também tem problemas na sua transferência de vídeo (embora seja sutil e não incomode), e há quem não goste da abordagem do diretor Luc Besson. De top quality aqui, só o áudio. Então, o negócio é o seguinte: esse disco só vale a pena se você for fissurado pelo filme e quiser tê-lo em alta definição.

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