Eu, Robô

17 dUTC maio, 2009, por Salvador Nogueira
2 Comentários - Arquivado em: Resenhas

eurobo-capa1Eu, Robô (2004)
I, Robot
20th Century Fox
De Alex Proyas
Com Will Smith, Bridget Moynahan, James Cromwell e Bruce Greenwood
114 minutos


Vídeo: 1080p (2.35:1)

Áudio: Inglês (DTS-HD MA 5.1), Espanhol (DTS 5.1), Português (DTS 5.1)

Legendas: Inglês, Espanhol, Português

Edição: Brasileira ou Coreana

O filme
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O nome evoca o título de um conto do inigualável escritor Isaac Asimov, o maior “especialista” em robôs da história da ficção científica. Mas quem espera um filme fiel ao estilo narrativo ou mesmo aos enredos das histórias de robô de Asimov irá acabar decepcionado. Eu, Robô, o filme, é mais uma aventura frenética que serve de veículo para Will Smith do que qualquer outra coisa.

O que não quer dizer que não seja divertido. O visual futurista de uma Chicago de 2035 co-habitada por humanos e robôs é um pano de fundo espetacular para contar a história do policial Del Spooner (Smith), um homem profundamente desconfiado dos autômatos que se vê às voltas com um misterioso caso de suicídio — a morte de Alfred Lanning (James Cromwell), cientista-chefe da US Robotics, maior empresa de robôs do planeta. Spooner, para variar, desconfia dos robôs, mas Susan Calvin (Birdget Moynahan), uma psiquiatra especializada na relação homens-robôs, assegura-o de que isso é impossível. Mas tudo muda quando eles encontram Sonny, um robô “humano demais” programado por Lanning, que pode até mesmo ignorar as famosas Três Leis da Robótica.

Embora não se possa dizer que é um filme para ver com o cérebro desligado, para uma obra supostamente inspirada em Asimov, o conteúdo deixa a desejar. O escritor é usado quase que somente como chamariz, com suas famosas Três Leis e a personagem Susan Calvin, mas não muito mais que isso. De toda forma, para quem curte ação, vale a pena uma olhada.

Imagem
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Uma transferência que facilmente entra na lista das melhores referências. O filme é apresentado com resolução de 1080p, na proporção “wide-widescreen” (2,35:1), e as imagens cristalinas e com ótimo brilho e contraste são de cair o queixo.

O filme aparece com pouquíssima granulação e zero sujeira. Além disso, os detalhes visíveis são impressionantes e demonstram todo o poder que um blu-ray tem para apresentar imagens espetaculares. A qualidade ajuda a realçar os valores de produção do longa, com imagens CG (geradas por computador) de arrebentar.

Áudio
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A mesma qualidade no vídeo é encontrada no som. A mixagem do som original em inglês, com DTS-HD 5.1, é excelente, colocando por diversas vezes o telespectador no meio daquela ambientação futurista maluca da Chicago de 2035 (que, curiosamente, foi filmada em Vancouver, Canadá).

De quebra, os fãs de dublagem também são contemplados com uma versão em português 5.1 tradicional, que apresenta a mesma qualidade do som em DVD. Como não é todo blu-ray que apresenta áudio em português, é um detalhe digno de aplauso.

Extras
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Além dos menus em português, há conteúdo extra pra caramba neste disco. E o mais bacana é que praticamente tudo pode ser acessado durante a exibição do próprio filme. Com os botões coloridos do controle remoto, o usuário pode “chamar” na tela imagens de documentário dos bastidores da produção, comentários em áudio (que podem ser “chamados” seletivamente a cada cena), trivia em texto e um “índice remissivo” de cenas do filme. O ponto negativo desses recursos em tela é que, no que diz respeito às imagens dos bastidores, o conteúdo não abre no esquema PiP (uma dos recursos mais legais do blu-ray); em vez disso, o filme é interrompido para a visualização do vídeo chamado.

Todo o material também pode ser acessado na forma de extras convencionais, pelo menu principal do disco. Lá, o conteúdo está abrigado da seguinte maneira:

- Por Trás das Câmeras (76 min, 480p) – Um documentário quebrado em muitos pedaços que esmiuça o dia-a-dia das filmagens do filme. Meio chato de ver numa tacada só, fica mais interessante visto “aos pedaços”, chamando-os durante o filme.

- CGI e Design (21 min, 480p) – Informações sobre as espetaculares técnicas de computação usadas para criar as cenas e o visual de Eu, Robô.

- Máquinas conscientes: comportamento robótico (36 min, 480p) – Análises interessantes de especialistas sobre robótica e o futuro desta tecnologia no cotididano da humanidade. Segmento mais “cabeça” do disco.

- As ferramentas dos cineastas (8 min, 480p) – Amostras de como as cenas cheias de CGI eram construídas aos pedaços até chegar ao resultado final.

- Cenas excluídas e estendidas (6 min, 480p) – Algumas das coisas que acabaram não indo parar no filme. De maior destaque, uma sequência estendida da segunda conversa entre Spooner e o holograma do Dr. Alfred Lanning.

No fim das contas
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Como filme, Eu, Robô poderia ter sido melhor — um pouco ingênuo demais para fazer jus à obra do finado Isaac Asimov. Mas como blu-ray, a edição é espetacular. Imagem e áudio excelentes, extras a dar com pau, legendas e dublagem em português, é um disco que tem todos os elementos para não fazer feio na videoteca de ninguém. Para quem curte Will Smith, robôs com segundas intenções, ficção científica descompromissada ou ação frenética, vale a pena.

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2 Responses to “Eu, Robô”

  1. Constancio disse:

    Este filme, dentro do contexto da obra de Asimov é muito bom, ele passa a mensagem das obras do autor, mas realmente não reproduz nenhuma delas com fidelidade, mesmo assim é um grande filme, nota 9,0!

  2. Victor disse:

    Olá!

    Estou gostando do site, mas tomem muito cuidado com a idéia de que o grão (ou “granulação”, como queiram) é sempre um problema. Faz parte da natureza da mídia, da realidade física da película… com sua maior resolução, o Blu Ray torna o grão mais visível. A obsessão por ter uma imagem com menos grão aparente leva muitos estúdios a encher a autoração de filtros, eliminando muito do detalhe que se ganha com os 1080p!

    Acho que é preciso deixar claro quando a granulação vem de problemas com a imagem, como compressão ou ruído. Grão por si só não é um problema. : ]

    http://www.thedigitalbits.com/mytwocentsa168.html#afewwords

    Abraço!

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