Quase Famosos
Quase Famosos (2000)
Almost Famous
Columbia Tri-Star Pictures (Sony)
De Cameron Crowe
Com Billy Crudup, Patrick Fugit e Kate Hudson
162 minutos
Vídeo: 1080p (1,85:1)
Áudio: Inglês (Dolby TrueHD 5.1), Polonês (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Inglês para surdos, Inglês, Português (Brasil), Espanhol, Árabe, Búlgaro, Croata, Checo, Hebraico, Hindu, Húngaro, Islandês, Polonês, Romeno, Eslovaco, Esloveno, Turco, Chinês, Coreano, Tailandês
Edição: Brasileira ou Britânica
O filme
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Se você gosta dos anos 1970 e de tudo que esteve envolto nessa época de “sexo, drogas e rock and roll”, não há como não curtir Quase Famosos. O filme, dirigido por Cameron Crowe, narra a história de William Turner (Patrick Fugit), um jovem precoce de 15 anos que ama música, adora fazer crítica de rock e acaba recebendo a missão de fazer um frila como jornalista para a famosa revista “Rolling Stone”. Sua missão: acompanhar a turnê da banda Stillwater, que está a caminho de se tornar uma banda famosíssima, mas na verdade vive uma série de conflitos internos por conta do estrelismo de seu guitarrista, o talentoso músico Russel Hammond (Billy Crudup). Nessa aventura, o jovem Turner se apaixona por Penny Lane (Kate Hudson), uma groupie famosíssima que tem um caso com Hammond, mas não revela a ninguém — nem a ele — seu nome real.
Imagem
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Há uma coisa bizarra nesse filme, que eu não vi em nenhuma outro: a imagem é, quase o tempo todo, permeada por um padrão de faixas estranhíssimo, que incomoda bastante. Ele já é bastante visível na abertura e permanece indo e vindo, por todo o filme. É tão tosco que achei que pudesse ser só comigo, mas fui buscar outras resenhas e elas reportam o mesmo efeito. Incomoda mesmo.
Além disso, podemos perceber em alguns momentos sintomas de “edge enhancement” (aquelas auras claras na borda de objetos, mais ou menos o mesmo efeito de quanto a TV está regulada com nitidez demais), que certamente foram introduzidos no processamento digital do filme para fazê-lo parecer mais detalhado do que realmente é. (Felizmente, essa moda tem caído de moda entre os estúdios recentemente.)
Tirando esses problemas (se é que se pode descartá-los), o que sobra são cenas em que os detalhes aparecem com clareza e um filme no geral bastante bem preservado: até por ser novo, não se vê sujeira ou riscos na imagem — o que é ótimo.
Áudio
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Num filme recheado de boa música, não é surpreendente que esse seja o melhor item da avaliação. Bem trabalhada numa trilha em Dolby TrueHD 5.1, a sonoridade das cenas é excelente — sobretudo quando há música. Nos momentos em que acompanhamos a banda Stillwater no palco, o efeito surround faz mesmo parecer que estamos lá com eles. Se der para prestar mais atenção ao áudio do que ao vídeo, faça isso.
Extras
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Quase nada aqui para ser visto, e nada com legendas em português. Temos um apanhado de imagens de ensaio e bastidores da produção em “Love Comes and Goes” (9 minutos), e trechos de uma entrevista com o verdadeiro Lester Bangs, crítico de rock da Creem Magazine que teve uma versão fictícia interpretada no filme por Philip Seymour Hoffman (3 minutos). Além disso, apenas trailers para os filmes “Across the Universe” e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”. O curioso é que, embora os extras não tenham legendas em português, os menus têm — o que não deixa de ser um elemento legal do lançamento.
No fim das contas
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Há quem goste bastante deste filme (meu caso), mas não chega a ser uma obra aclamada universalmente. Além disso, o vídeo e os extras deixam a desejar. O áudio é legal, mas não suficiente para tornar esse disco um vencedor. Vale só se você for realmente pirado pelo filme e estiver a fim de ver a versão estendida, maior do que a que apareceu nos cinemas na época de seu lançamento.
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